Não se preocupe, muita coisa pode (e vai) mudar!
As ideias de como trabalhar com a arquitetura podem mudar com o curso da faculdade e é isso que vale a pena, não acha?
As ideias de como trabalhar com a arquitetura podem mudar com o curso da faculdade e é isso que vale a pena, não acha?
Em uma perspectiva política, o solucionismo tecnológico está intimamente ligado com o neoliberalismo. Se o neoliberalismo é uma ideologia proativa, o solucionismo é reativo.
Nós precisamos estar mais atentos às pessoas do que a arquitetura, elas são peças chaves e temos que observar o comportamento delas dentro dos projetos.
O ensino ambiental deveria estar presente desde a formação inicial, por isso são importantes as ações do GIA.
A definição de Habitação segundo o Dicionário de Arquitetura Brasileiro (Corona & Lemos, 1972) é:
…abrigo ou invólucro que protege o homem, favorecendo sua vida no duplo aspecto material e espiritual…
Em 2014 li no site do governo federal que a descrição de habitação era servir de abrigo protegendo o homem de animais e de fenômenos naturais, porém, o que me chamou a atenção foi que aquela definição resumida em um parágrafo inicial não evidenciava o ato de morar dignamente. Não me refiro a saneamento básico e infraestrutura já que isso é o mínimo a ser oferecido, falo de dignidade de pertencimento, do direito de ter uma familiaridade entre o seu modo de ser e o seu lugar de viver.
O habitar em abrigos como elemento de proteção é um tanto óbvio, primitivo e racional desde a necessidade pré-histórica de homens e mulheres ao se protegerem em cavernas. Mas em que momento o significado de habitação bifurca e inclui em si o conceito de Lar? Essa conotação carinhosa define não apenas paredes construídas, mas um ambiente que traz bem estar e pertencimento aos usuários na experiência do Morar.
Estar bem com o nosso corpo traz a sensação de paz e nos faz sentir pertencentes ao corpo em que habitamos. Se consideramos nossa casa um abrigo, assume ela também o papel de segunda pele, onde a funcionalidade dos espaços pode e deve ultrapassar a linha do racional atuando em conjunto com o sentimental para produzir sempre uma moradia melhor, no ponto de vista material e espiritual.
A importância de se sentir em casa e estar pertencente ao seu lugar vai além do aliar de fluxos, ergonomia e estética, é ter empatia na hora de projetar e uma atenção maior ao viver e residir, é buscar sempre uma habitabilidade de conexão entre casa e morador.
LIONN, Ricardo. A habitação como segunda pele. Projeto Batente, Fortaleza - CE, 23 de outubro de 2019. Arquitetura e Urbanismo. Disponível em: <https://projetobatente.com.br/a-habitacao-como-segunda-pele/>. Acesso em: [-dia, mês e ano.-]
Average Rating