Não se preocupe, muita coisa pode (e vai) mudar!
As ideias de como trabalhar com a arquitetura podem mudar com o curso da faculdade e é isso que vale a pena, não acha?
As ideias de como trabalhar com a arquitetura podem mudar com o curso da faculdade e é isso que vale a pena, não acha?
Em uma perspectiva política, o solucionismo tecnológico está intimamente ligado com o neoliberalismo. Se o neoliberalismo é uma ideologia proativa, o solucionismo é reativo.
Nós precisamos estar mais atentos às pessoas do que a arquitetura, elas são peças chaves e temos que observar o comportamento delas dentro dos projetos.
O ensino ambiental deveria estar presente desde a formação inicial, por isso são importantes as ações do GIA.
Independente da diversidade de formas urbanas (a rua, a praça, o bairro…) que são possíveis de se identificar, de acordo com J. Lamas, é inevitável a importância das dimensões e das escalas para estas formas na cidade, assim como a interação entre os elementos da cidade, pois nada é dissociado neste meio, ainda mais em uma metrópole. Além disso, o homem vive em uma continuidade espacial e está relacionado de forma direta com este espaço.
Portanto, assim como as vilas, os bairros e as cidades, a rua, interpretada como elemento morfológico do espaço urbano, tem na sua dimensão e em sua escala um determinado tipo de influência para os indivíduos (a raça humana) que participam desta relação urbana. Esta dimensão de influência é, de certa forma, a escala mais próxima do agente, e quanto mais próximo mais forte e íntimo é este influxo.
Isto posto, a rua, como forma urbana, representa e tem um caráter de fundamental relevância no que diz respeito às atuações e transformações da cidade, pois está intimamente conectada a escala humana. Desta forma, como afirma J. Lamas, a rua tem a índole da permanência, a qual não se pode modificar completamente, o que lhe permite suportar durante as épocas as transformações da cidade. Ademais, a rua simboliza a relação mais direta entre o território e a cidade.
Outro aspecto extremamente valoroso para o traçado urbano é sua relação subjetiva com o indivíduo pois, como afirma K. Lynch, não existe algo determinado no meio urbano, mas sim uma sucessão de mudanças contínuas as quais podem ser concretas, como uma mudança física, mas também abstratas, de acordo com a percepção e a vivência de cada pessoa naquele meio. Por isso, é perceptível a existência de diferentes significados na medida em que mudam-se os agentes, tendo em vista a individualidade de cada um.
Diante disso, a rua se mostra como um elemento de imprescindível valor urbano e social, pois além de influir de forma concreta na vida humana também pode ser interpretada, de acordo com cada indivíduo, de maneira subjetiva e, com isso, carrega a imagem e o significado próprio.
LYNCH, Kevin. A imagem da Cidade. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1982.
LAMAS, José M. Ressano Garcia. Morfologia Urbana e Desenho da Cidade: 6. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2011
BERNARDO, Raony. A Rua como Traçado Fundamental . Projeto Batente, Fortaleza - CE, 31 janeiro de 2020. Arquitetura e Urbanismo. Disponível em: <https://projetobatente.com.br/a-rua-como-tracado-fundamental>. Acesso em: [-dia, mês e ano.-]
Como bem falou Paulo Santos no seu festejado e essencial livro “a formação das cidades do Brasil colonial”, as cidades de traçado europeu, principalmente as que colonizaram a América Latina, as edificações acompanham a trama ortogonal, já as cidades muçulmanas, as edificações é que desenham as cidades, com seus traçados sinuosos, porém de rara beleza e criatividade. Vale nessa hora lembrar as palavras de Jaime Lerner, mais vale a graça de uma imperfeição, do que uma perfeição sem graça…bom dia.