Não se preocupe, muita coisa pode (e vai) mudar!
As ideias de como trabalhar com a arquitetura podem mudar com o curso da faculdade e é isso que vale a pena, não acha?
As ideias de como trabalhar com a arquitetura podem mudar com o curso da faculdade e é isso que vale a pena, não acha?
Em uma perspectiva política, o solucionismo tecnológico está intimamente ligado com o neoliberalismo. Se o neoliberalismo é uma ideologia proativa, o solucionismo é reativo.
Nós precisamos estar mais atentos às pessoas do que a arquitetura, elas são peças chaves e temos que observar o comportamento delas dentro dos projetos.
O ensino ambiental deveria estar presente desde a formação inicial, por isso são importantes as ações do GIA.
Ao longo do percurso histórico da humanidade a arte e a política sempre estiveram juntas. Desde a antiguidade, a arte retrata as culturas e sociedades que se formaram e registra até hoje as inquietações existentes no nosso cotidiano com o objetivo de causar reflexão por suas diferentes linguagens estéticas, políticas e afins, portanto é mais do que natural e essencial criar possibilidades de relacionar esses valores.
Segundo o pesquisador Marcos Mouren, na arte ocidental, muitos artistas foram patrocinados pelos nobres e pela igreja com a finalidade de registrar e imortalizar costumes e hábitos, mas por vezes, os artistas se viram coagidos a usar a sua imaginação para retratar fatos que não foram verídicos ou que eram apenas meias verdades. A obra de arte nos conta uma verdade que se mistura com o interesse político e institucional daqueles que fomentavam o trabalho dos pintores e já serviu até para reestruturar o enfraquecimento da igreja católica depois da reforma protestante, durante a ascensão do estilo barroco, no século XVII e, ao mesmo tempo que ocorria a Contrarreforma.
Hoje, muitos artistas se arriscam ao registrar fatos sem o julgamento do tempo, fazendo estas práticas poéticas e políticas imersas em um terreno arenoso e ao mesmo tempo instigante. Às vezes, trazem a abundância de referências e metáforas presente nas narrativas contemporâneas, possibilitando debates pós e contra, e fazendo da expressão um discurso fomentador do desenvolvimento social.
Em síntese, toda arte é potencialmente política porque, para além de sua função estética e social, ela é a maior expressão de resistência, afeto, insubordinação e, em muitos casos, é a tomada de consciência de que as bandeiras partidárias são menos relevantes do que o ato de existir em sociedade e nela insistir nas revoluções diárias.
Às vezes, os amores, os instintos e a inscrição do instante, se tornam declarações políticas. Cabe aos artistas o registro sensível desses “agoras” e aos historiadores o permanente reexame dessas proposições.
Alecsandra Oliveira
OLIVEIRA, Alecsandra. Arte e Política, eterna questão. Jornal da USP, São Paulo, 12 de Fevereiro de 2019. Disponível em: <https://jornal.usp.br/artigos/arte-e-politica-eterna-questao/>. Acesso em: 08 de outubro de 2019.
DIEGO, Francisco. Arte e Política. Projeto Batente, Fortaleza - CE, 21 de outubro de 2019. Arte e Design. Disponível em: <https://projetobatente.com.br/arte-e-politica/>. Acesso em: [-dia, mês e ano.-]
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