Não se preocupe, muita coisa pode (e vai) mudar!
As ideias de como trabalhar com a arquitetura podem mudar com o curso da faculdade e é isso que vale a pena, não acha?
As ideias de como trabalhar com a arquitetura podem mudar com o curso da faculdade e é isso que vale a pena, não acha?
Em uma perspectiva política, o solucionismo tecnológico está intimamente ligado com o neoliberalismo. Se o neoliberalismo é uma ideologia proativa, o solucionismo é reativo.
Nós precisamos estar mais atentos às pessoas do que a arquitetura, elas são peças chaves e temos que observar o comportamento delas dentro dos projetos.
O ensino ambiental deveria estar presente desde a formação inicial, por isso são importantes as ações do GIA.
Minha maior preocupação enquanto arquiteta é que, ao longo da minha carreira, eu possa estar presente nos espaços aonde sou mais necessária como profissional. Isso inclui, sem dúvida, a Assistência Técnica em Habitação Social (ATHIS). Nós, enquanto arquitetos e urbanistas, podemos trabalhar na assistência técnica em habitações de interesse social garantindo que os projetos estejam em conformidade com as políticas urbanas e ambientais. Arquitetura social é extremamente importante pois representa direito a boas moradias para aqueles que não possuem poder aquisitivo e social para alcançar projetos arquitetônicos de qualidade. Aqueles que na grande maioria das vezes estão á margem da sociedade, em situação de pobreza e/ou vivendo em condições precárias.
Por isso que eu achei super importante essa cartilha relançada o CAU/BR, produzida pelo CAU/SC e com conteúdo do escritório AH! Arquitetura Humana. Foi lançada no último mês de novembro, mas só recentemente tomei conhecimento. A publicação foi a vencedora da categoria Setor Público do 13º Prêmio Arquiteto e Urbanista do Ano da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) 2018.
A Assistência Técnica em Habitação Social deve ser um trabalho multidisciplinar que envolve mais do que profissionais de arquitetura. Engloba também engenheiros, advogados, geógrafos, biólogos, assistentes sociais e outras áreas afins afim de garantir um direito constitucional: o direito a moradia digna. Para pautar o que vem ser uma moradia digna, a cartilha usa premissas definidas pela ONU em 1991.
A publicação é bem completa e didática. Nos diz quem são e o papel de cada agente, beneficiários e os cenários de atendimento possível. Tudo bem explicado em linguagem acessível e infográficos. Inclusive, já quase no final, tem uma linha do tempo da Assistência Técnica em Habitação Social no Brasil que é muito bacana.
É bem prática, simples e muito útil. Eu diria que essencial. O link para a publicação é do próprio CAU/BR. Já baixa e deixa salvo como referência pra vida!
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