Não se preocupe, muita coisa pode (e vai) mudar!
As ideias de como trabalhar com a arquitetura podem mudar com o curso da faculdade e é isso que vale a pena, não acha?
As ideias de como trabalhar com a arquitetura podem mudar com o curso da faculdade e é isso que vale a pena, não acha?
Em uma perspectiva política, o solucionismo tecnológico está intimamente ligado com o neoliberalismo. Se o neoliberalismo é uma ideologia proativa, o solucionismo é reativo.
Nós precisamos estar mais atentos às pessoas do que a arquitetura, elas são peças chaves e temos que observar o comportamento delas dentro dos projetos.
O ensino ambiental deveria estar presente desde a formação inicial, por isso são importantes as ações do GIA.
Talvez você nem perceba, mas este termo adotado pela arquitetura já faz parte da sua rotina e metas de vida. Na arquitetura o termo biofílico é uma busca constante de conexão das pessoas ao meio ambiente natural, seja em seus lares ou ambientes de trabalho.
Hoje nós passamos 90% do tempo de nossas vidas em ambientes construídos, onde muitos desses ambientes não tem aberturas com luz e ventilação natural e muito menos uma simples árvore nas suas proximidades. Mas como podemos reverter isso? Com certeza não será plantando florestas nos quintais e sacadas de apartamentos, o que não seria ruim.
Um ambiente sem a presença da natureza pode provocar efeitos negativos na saúde, bem estar e até na produtividade profissional. Os princípios biofílicos são difundidos desde da década de 80 e vem sendo aplicados até então, como no livro: 14 Patternes of Biophilic, de Browning et al.
Assim, o conceito do design biofílico traz a ideia de que 99% do nosso desenvolvimento biológico é uma resposta direta das forças da natureza: gravidade, luz, ar, plantas, animais e muito pouco de fontes artificiais, como construções ou tecnologia. A biofilia proporciona duas formas de se relacionar com a natureza, através do contato direto no ambiente ou contato indireto de paisagens, imagens e texturas.
Para isto, o livro de Browning et al. traz 14 padrões do design biofílico, os quais são: conexão visual com a natureza, conexão não visual com a natureza, estímulo sensorial não rítmico, variabilidade técnica e de ventilação, presença de água, iluminação difusa e dinâmica, conexão com sistemas naturais, formas e padrões biomórficos, conexão material com a natureza, complexidade e ordem, espaço de prospecção, espaço de refúgio, sensação de mistério e sensação de risco e perigo.
Neste sentido, os ambientes projetados e construídos não precisam ser hostis e estéreis, mas sim, ambientes mais humanos e incorporados à natureza, o que os torna mais agradáveis e promovem melhor qualidade de vida, bem estar físico e mental.
NONES, Carla. Design Biofílico na Arquitetura. Projeto Batente, Fortaleza - CE, 15 de julho de 2020. Resenha. Disponível em: <https://projetobatente.com.br/design-biofilico-na-arquitetura>. Acesso em: [-dia, mês e ano.-]
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